quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ga - optout

A Google anunciou nessa terça feira o lançamento do plugin que permite ao usuário navegar pela internet sem que seus dados sejam capturados, e a noticia chegou causando alvoroço na mídia especializada.

Enquanto alguns blogs prenunciavam o fim do Analytics, e uma possível manobra arquitetada para aumentar a versão paga da ferramenta - Urchin - (que não usa Javascript e portanto não será bloqueada pelo plugin), o Google saiu em defesa própria dizendo em seu blog que está prezando pela liberdade e privacidade de seus usuários.

Vale aqui lembrar que isso não é novidade nenhuma e o copo é raso para tanta tempestade, pois a maioria dos browsers possui a função "feature", que tem exatamente a mesma finalidade do Ga-optout, sem contar com os outros plugins já existentes, como o Adbloch e o Noscript, que também evitam que o Google Analytics receba qualquer informação das páginas visitadas.

Em troca de e-mails com meu contato na Google, o Rodrigo ponderou toda essa especulação sobre o fim da ferramenta.
"...Ainda é muito cedo para considerar que isso irá afetar seus dados estatísticos..."
"...Lembre-se que atualmente nenhuma ferramenta monitora a totalidade dos dados dos usuários, simplesmente por que a web é falha em muitos aspectos. Todas as ferramentas continuarão monitorando parte dos dados dos usuários, como sempre fizeram."

Por que medir? - ou a importância de saber.

Repita a frase comigo: "Metade do dinheiro que emprego em marketing é desperdiçado e eu simplesmente não preciso saber qual metade." Essa é a última vez que você deve falar essa frase. A última vez que você vai dar um mergulho no escuro ou olhar em uma bola de cristal para tomar suas decisões.
Sabemos que tomar decisões de marketing baseadas em "sentimentos" e intuições parece natural. Tão natural que são vistas como corretas em muitas organizações. Mas hoje os recursos evoluíram de forma que as decisões não têm e não devem ser tomadas dessa forma. Estamos na era dos dados, das análises. É hora de dizer não ao que lhe parece ser mais confortável e sim aos fatos.
Não raramente ficamos surpresos quando o IBGE, por exemplo, nos mostra os dados mais analíticos do censo. Quase sempre os dados derrubam nossa percepção que era, muitas vezes, oposta à realidade. Sem medir ficamos à mercê de nossos preconceitos e modelos mentais que podem estar ultrapassados. Sem medir confiamos numa presumível intuição em coisas que são mensuráveis e quase sempre erramos.
Medir para posteriormente analisar os dados tem que se tornar um hábito. Mais que isso, uma rotina. Trabalhando com dados e medidas, você passará a ter maior domínio sobre a realidade e entender de fato onde metade do seu investimento está sendo desperdiçado para que esse dinheiro seja aplicado em ações de sucesso e não empregado em campanhas fracassadas.