quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Usando o Url Builder

Você conhece o Url Builder?

O construtor de url´s (url builder) é, como o nome diz, uma ferramenta que facilita a inserção de parâmetros em cada url usada nas campanhas de divulgação do seu site/blog. 
E agora você deve estar se perguntando: E o que isso quer dizer? 

Quando você decide divulgar seu site/blog em algum lugar, se esses parâmetros não forem preenchidos, o Google Analytics vai mostrar todo tráfego vindo do link divulgado, como acesso referenciado (referral) do site que foi divulgado.
Veja figura abaixo.


Porém, quando os UTM's são preenchidos no Url Builder, o Analytics reconhece os dados e os transforma em informação útil.
Agora é possível identificar e  separar os acessos em até cinco "quebras". São elas: Source, Medium, Term, Content e Campaign.

Reparem na figura abaixo que tanto Source (canal) quanto Medium (midia) foram preenchidos no Url Builder. 


Para acessar o site do Url Builder não é necessário conta em nenhuma ferramenta google, uma simples busca no Google te dará acesso a página da ferramenta. Uma vez nela, basta seguir os três passos abaixo para ter sua url gerada corretamente.

Step 1) Colocar a url do que vai ser divulgado
A url que vai ser inserida no passo 1 deve estar limpa, sem nenhum parâmetro adicional. 

Step 2) Preencher os UTM´s 
Nesse passo A Helpful Information se faz necessária para relacionar os campos com os UTM´s 
da url gerada. 

Os três parâmetros principais e que não podem deixar de serem preenchidos são: utm_source 
(Campaign Source), utm_medium (Campaign Medium) e utm_campaign (Campaign Name). 

utm_source / Campaign Source =  no exemplo, como tratamos de MIDIA, o canal 
deve ser preenchido com o nome do local que a midia vai ser divulgada. Mas poderia ser o 
nome da newsletter de uma campanha de email mkt, buscapé (no caso de uma campanha de 
comparadores), ou o nome do parceiro que vai vincular um anúncio do site do cliente, Google (quando tratar de Link Patrocinado), etc... 

utm_medium / Campaign Medium = no nosso exemplo, midia. Também não vai se alterar em todas as 
nossas url´s. Poderia ser cpc (Cust per click - para uma campanha de Link Patrocinado), email (para email mkt), comparador, etc... 

utm_campaign / Campaign Name = Esse campo é utilizado para nomear e separa o resultado das diferentes campanhas de Midia. A equipe de link (SEM) usa esse campo para separar os diferentes grupos de anúncios do adwords.
Aqui é bom frisar que a importância desse campo é criar argumento para diferenciar as diferentes ações do mesmo source e médium. Quanto  maior o 
nível de detalhamento, mas dados teremos para analisar o sucesso ou o fracasso de uma ação 
determinada. 

Step 3) Gerar a nova URL. 
Depois que os parâmetros forem preenchidos, basta somente apertar o botão GENERATE URL.

voilà! Sua url já está pronta para aparecer no Google Analytics com todas as informações relevantes para acompanhar suas campanhas!! 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Como ser demitido trabalhando com SEO

Ou o que você NUNCA deve fazer se quiser manter ser emprego.

Como ser demitido trabalhando com SEOSe você está cansado da empresa onde trabalha, ou até mesmo está cansado de trabalhar com SEO, seguem algumas dicas para você ser demitido. Seguindo essas dicas garantimos que sua demissão ocorrerá de forma bem rápida e sem chance de ser reconsiderada. O estrago será tamanho que nunca mais seu nome constará de qualquer lista de possíveis contratações para a equipe de otimização de sites para ferramentas de busca de qualquer agência. Com essas dicas você verá que o esforço não é muito grande e qualquer coisa você ainda poderá dizer que foi demitido por desconhecer algumas regras de SEO por nunca ter feito um curso sobre otimização de sites para ferramentas de busca.

Primeira Dica – Texto com a mesma cor de fundo do site
Faça um texto bem grande com várias palavras-chave e coloque esse texto na mesma cor do background do seu site. Isso é uma técnica de Black Hat SEO – das bem velhinhas por sinal – e vai ajudar na sua missão. Sem dúvida o Google e outras ferramentas de busca vão identificar rapidinho a sua "malandragem" e banir o site das páginas de respostas.

Segunda Dica – Use urls ruins para as suas páginas
Você pode colocar vários pontos de de interrogação ou não usar a palavra-chave mais importante da sua página na url e isso também vai ajudar muito na sua demissão. Afinal pra que usar uma Url Amigável para facilitar a vida dos buscadores? Eles que se virem.

Terceira Dica – Repetir o mesmo título em todas as suas páginas
Use o mesmo titulo em todas as suas páginas e deixe de ganhar o melhor posicionamento nos buscadores. Afinal de contas, você acha que isso é frescura mesmo. Outra dica é usar uma palavra que não diz nada ou diz muito pouco sobre o conteúdo da página. O buscador que procure as palavras-chave. Cadê o SEO

Quarta Dica – Use JavaScript
Use links com JavaScript e uma série deles dentro da própria página. assim você conseguirá ser ignorado pelo robô do Google. Sendo ignorado pelo Google, a empresa onde você trabalha também vai ignorar você. Afinal de contas não é isso que você queria?

Quinta Dica – Uso do ALT e Title em imagens
Não use o atributo alt e nem o title em imagens. Isso dá muito trabalho e ninguém sabe a verdadeira importância disso, só o robô e o Matt Cutts.
Se você fizer isso tudo, não tenha dúvida que suas férias eternas chegarão mais cedo. Parece brincadeira, mas muitos sites seguem as recomendações acima. Mande outras dicas de como perder o emprego trabalhando com SEO.

Publicado originalmente no blog Marketeando de Gustavo Loureiro e retirado do blog do e-commerce.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Uma pitada de Google AdWords - Links Adicionais.

Você conhece os links adicionais para anúncios de AdWords?

Para uma campanha de AdWords ser mais efetiva, usar URLs de destino específicas para anúncios é muito importante. Levar os usuários para a home do seu site pode ser arriscado, já que eles podem desistir de procurar por um produto e voltar em um segundo para a página de buscas do Google.

Links adicionais podem ser uma boa! Além de direcionar os cliques para diferentes áreas dentro do seu site, dá para cadastrar até dez links adicionais para cada campanha, com quatro deles exibidos por vez. Confira o exemplo abaixo:




Mas não se esqueça: os links adicionais aparecem apenas em anúncios exibidos na primeira posição, acima dos resultados da pesquisa. Esse recurso é disponibilizado automaticamente na sua conta assim que ela atinge um alto nível de relevância. Você pode encontrá-la na guia ‘Configurações’ da sua campanha, na seção ‘Extensões de anúncio’.


Não precisa criar uma nova campanha ou grupo. Muito menos mudar palavras-chave ou anúncios. É só cadastrar o nome dos links que você quer mostrar e as URLs de destino de cada um.

Confira alguns resultados que você pode atingir usando os links adicionais:

- quando você oferece páginas de destino mais específicas, seu site recebe visitas mais qualificadas e a média da sua taxa de conversão aumenta. Se você quiser fazer uma campanha de branding e os usuários buscarem pelo nome da sua loja, o anúncio pode exibir seções do seu site, como ‘Eletrônicos’, ‘Livros’, ‘CDs’ e ‘Celulares’.

- em períodos sazonais, você pode usar links mostrando ações mais específicas que estão no seu site, como ‘Envie seu cartão de Natal’, ‘Presentes de Dia das Mães’, ‘Ovos de Páscoa’ etc.

- quando as páginas de destino guiam o usuário de acordo com seus interesses, eles fazem uma navegação mais prática e encontram os produtos que procuram muito mais rápido.

- a mostra de ofertas nos links adicionais aumenta as chances de os usuários clicarem no anúncio, já que eles sabem quais as promoções que estão no seu site antes mesmo de visitá-lo ou fazer alguma busca.

Em testes iniciais com essa ferramenta, os anúncios com links adicionais tiveram um aumento médio de 30% na taxa de cliques!



Fonte: Blog Google Varejo - Viviane Rozolen, Estrategista de Contas do Google Brasil.



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

analytics X e-commerce

Defendo o Google Analytics como sendo a ferramenta de análise web com mais vantagens para os usuários. É incrivelmente potente e flexível, tem um design arrojado, é fácil de usar, e o melhor de tudo, é grátis.

Porém, quando o assunto é e-commerce naturalmente surgem algumas questões que devem ser cuidadosamente explicadas. Vejam o caso que aconteceu hoje aqui na agência:

Um cliente e-commerce questionava a discrepância de cerca de quarenta transações (pedidos completados) entre o analytics e a plataforma de comercio eletrônico que registra todos os pedidos e vendas.

Eu tenho por costume bater na tecla que o analytics não deve ser usado como ferramenta de auditoria de dados, e sim como indicador de tendências do negócio como um todo, mas quando estamos falando de dinheiro,  esse argumento sozinho não se sustenta. 

Faz-se necessário explicar com mais detalhes o que pode ocasionar a perda desses dados e no caso do meu cliente sugerir uma mudança que vai ajudar a diminuir esse número. 

Nesse momento é bom que fique claro que alguma discrepância sempre vai existir. Porém entendendo todo o quadro é bem possível que essa discrepância possa ser minorada.

O principal motivo da perda desses números passa pelo fato de que o analytics trabalha com JavaScript para buscar os dados do site, que tem todas as características listadas abaixo:


- Todo código dessa linguagem é Client-side, o que quer dizer que todo o processamento do código é feito no computador do cliente que está acessando a página. Isso deixa o analytics refém de práticas como a desabilitação da execução de códigos Javascript num determinado browser.
Essa é uma opção que já vem acoplada a todos os browsers atuais e fica a critério somente do usuário permitir ou não a execução desses códigos.

- JavaScript possui lógica de execução seqüencial. Executa linha após linha do código e se porventura acha algum erro, pula todas as demais encerrando a execução de todo o bloco de códigos da página.
No caso especifico do meu cliente (e o da maioria das pessoas também) posso destacar que o código usado pelo cliente no domínio usado no site ainda é o  que o Google hoje chama de Snipet antigo, e por isso muito suscetível aos erros de Javascript.

O novo código assíncrono além de aumentar a velocidade de que o código é carregado, situa-se na parte superior da página, ficando assim imune aos erros futuros da página.

- Problemas de load (carregamento) da página também são causados pelo antigo Snipet do GATC (Google Analytics Tracking Code) o que pode ocasionar perda de dados do analytics.
Maiores informações sobre esse assunto no post anterior:  http://metricasmf.blogspot.com/2010/09/google-analytics-tracking-code.html

- O Javascript é browser-dependente. Trocando em miúdos quer dizer que todo site que possua algum código Javascript deve ser testado em todos os browsers de mercado (Firefox, Explorer, Chrome, Safari, etc...) pois o que funciona sem erros para um navegador não necessariamente terá o mesmo desempenho nos demais.

Conclusão para o meu cliente e para você que está lendo esse post: Teste seu site em todos os browsers e faça a migração para o novo código assíncrono do Google e assim tire proveito do melhor da linguagem.
O Javascript é um bom aliado quando bem utilizado!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Google Analytics Tracking Code

Onde inserir o GATC?
Para quem ainda tem dúvidas, abaixo um pequeno resumo dos locais aonde o Google Analytics Tracking Code pode ser implementado num HTML e os prós e contras de cada um dos casos.

* Parte superior da página, imediatamente depois da abertura do tag body
Como bem sabemos, o Google Analytics é gratuito e amplamente utilizado, o que acarreta em uma carga pesada no servidor na maioria das vezes.  Uma empresa deste porte está preparada para lidar com estas situações, mas considerando o pior caso - o servidor poderá estar sobrecarregado e as solicitações estarão enfileiradas. O código estando no início da página,  aparecerá uma folha em branco para o visitante que está tentando visualizar o conteúdo, pois sua página web vai aguardar o monitoramento do Google Analytics para terminar de carregar.
Nesse caso há o risco de lentidão tempo de load da página, mas há mais segurança no carregamento dos dados para a ferramenta. Essa solução é mais utilizada nos casos de e-commerce e de páginas de inscrição.

* Parte inferior da página, imediatamente antes do fechamento do tag body
Esta é a  forma mais amplamente utilizada. Porém, como mencionado anteriormente, a captura de dados começa depois que a página é carregada, logo nesse caso, o risco é de que o visitante feche o navegador ou passe para outra página, antes que o código seja de fato executado, não marcando o pageview.

* Na parte superior da página, dentro do tag head
Este não é um método muito utilizado, mas pode ser útil em certas situações. Imagine que você tenha um outro conjunto de código JavaScript que acidentalmente tem um nome de variável ou um nome de função igual a do Google Analytics. Um conflito como esse poderia ocasionar mau funcionamento de trechos de código e a não contabilização dos dados da visita. 
Num caso como o descrito acima, é recomendado que se coloque o código de acompanhamento do GA no interior para eliminar esse risco.

Todos as formas descritas acima são válidas. O que o usuário tem de ponderar antes de inserir o código é qual a melhor forma para o seu caso em específico.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

o código .js

Javascript é o nome da linguagem de programação usada pelo Google Analytics. É com um pequeno trecho deste código colocado em cada página HTML do site que o Google consegue armazenar todos os dados referentes à visitação de um endereço eletrônico.


É exatamente esse Javascript que vem gerando insegurança entre algumas pessoas que querem adotar a ferramenta para as suas análises de tráfego web. O motivo das dúvidas é um outro código Javascript:Jquery (por isso toda a confusão!).

A biblioteca (conjunto de métodos) chamada jquery vem gerando desconforto entre os webdesigners, pois tem apresentado conflito quando misturado com outras funções da mesma linguagem. Relatos extraídos de fóruns online mostram programadores e usuários dessa linguagem discutindo sobre conflitos entre a biblioteca  jquery.js e as demais Javascripts. 


Isso acontece quando duas bibliotecas (jquery e qualquer outra)  fazem o uso da mesma função “$()”. No pior dos casos, todo o javascript dá erro muitas vezes comprometendo todo o site (esse código é executado sempre em seqüência).

Quando há qualquer tipo de erro em um código, todos os os tags javascript abaixo dele serão ignorados (pulados), e isso pode ocasionar a não execução do bloco de métodos do analytics.

A dica é tentar substituir a biblioteca Jquery por uma ou mais de uma, de acordo com as funções necessárias em cada site, pois a solução de contorno para o conflito da jquery é descrita como de difícil implementação e não resolve todos os casos de conflito descritos.

Quanto ao código do Google Analytics (ga.js) fiquem despreocupados, pois a função que causa o problema não faz parte do escopo dos códigos do Google Analytics, e a ferramenta tem sido massivamente usada tanto por empresas especializadas em tráfego web com tecnologia de tageamento quanto por usuários domésticos e nenhum erro parecido foi encontrado.

Usem e abusem. É bom e é de graça! =)




sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Urchin X Google Analitics

Qual ferramenta é melhor? O Google Analytics ou o Urchin Software?

Pergunta recorrente, que hoje esse artigo pretende elucidar.
Alguns acham que o Urchin é apenas a versão antiga do Analytics, já deprecado. Outros que o Analytics não tem a mesma precisão de coleta de dados que o Urchin por ser free. E a verdade passa longe disso tudo....

Abaixo alguns dados de estudos de mercado de Web Analytics no Brasil  (dados até Março de 2009) que corroboram a hegemonia do Google nas análises web e veja também as diferenças principais entre as suas duas ferramentas.

Os gráficos nos  mostram que mais da metade do mercado ainda não usa nenhuma tecnologia de análise de tráfego web (com tags em javascript). E dos 50% que já utilizam essa tecnologia, o Google Analytics é responsável por 34% da amostra, se firmando como o padrão de mercado.
Quando olhamos com mais detalhe os dois softwares do Google (gráfico à esquerda), constatamos que eles estavam em situação de empate % até o mês de março de 2009.

                 
Falando em termos gerais, os comerciantes preferem Google Analytics, os departamentos de TI preferem Urchin ...

Esta declaração reflete-se na base de usuários de cada produto. Urchin é usado principalmente para medição de intranets  (um ramo que o marketing não se envolve),  por provedores de hospedagem web, onde a escalabilidade de implantação para um grande número de sites é muito importante.
Por outro lado, o Google Analytics, além de ser um serviço gratuito (Urchin requer uma licença adquirida), é usado por organizações que desejam ter maior controle das suas aplicações individuais de web analytics.

Ambos não são mutualmente excludentes, portanto alguns critérios devem ser levados em conta na hora da escolha.

Quando GA é o melhor a ser implementado?

Escolha o Google Analytics, se você estiver medindo o sucesso (ou não) do seu site, sua capacidade de converter, e a eficácia do marketing online. Google Analytics é muito fácil de aplicar, tem uma maior integração com o  AdWords, e é livre de manutenção. A cobertura do site e os relatórios internos de pesquisa do site estão disponíveis apenas no GA.

Google Analytics tem também a integração com o AdSense, que o Urchin não tem, e tem maior potencial para a integração de produtos do Google. Isso ocorre porque o Google Analytics é SaaS (Software as a Service) solução que roda na rede do Google. Essencialmente, é muito, muito mais fácil para um fornecedor integrar os dados dentro da sua própria rede, do que se comunicar com um sistema externo autônomo.

Escolha o Urchin se:

    #  Você tem um site da intranet atrás de um firewall que bloqueia a atividade de Internet. Google Analytics é uma solução hospedada que precisa acessar a internet para trabalhar.
    #  Você é incapaz de codificar suas páginas (*).
    #  Você é um provedor de hospedagem que deseja oferecer relatórios de visitante para milhares de clientes. Urchin tem uma interface de linha de comando que pode ser programado para criar e modificar vários relatórios website de uma vez. Ou seja, Urchin tem uma maior flexibilidade quando se trata de grandes implantações, multi-usuário.
    #  Você deseja acompanhar os visitantes (anonimamente). O Google Analytics não controla os indivíduos, uma vez que é contra a política de privacidade do Google.

(*) Nota: Algumas soluções de hardware de terceiros podem inserir automaticamente as tags do Google Analytics no seu site. Como todas as  página são solicitadas ao mesmo servidor web,  isto é conseguido através de servidores proxy que instalam-se dentro da sua rede (em frente do seu servidor web) e inserem o código para você. Veja, por exemplo, www.click stream.com, www.coradiant.com.

Quando você precisa de ambos ?

Selecione os dois se você precisa da flexibilidade de manter os seus próprios dados de visitas, por exemplo, para fins de auditoria de terceiros. Combinado com o Google Analytics, o Urchin Software trará o melhor dos dois mundos, os recursos avançados do Google Analytics (gratuito) e a flexibilidade do Urchin (controle de dados).

Recomendações

Minha recomendação é usar o Google Analytics, sempre que possível. É fácil de aplicar, tem uma interface de usuário de fácil usabilidade e entendimento, e é destinado principalmente a profissionais de marketing digital. O Urchin Software deve ser utilizado quando há uma necessidade técnica específica que o Google Analytics não pode cumprir. Urchin atualmente carece de alguns recursos de marketing que o GA tem, embora ele possa controlar os visitantes de forma anônima.

Fica a dica. Tem $? use ambas as ferramentas.






quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ga - optout

A Google anunciou nessa terça feira o lançamento do plugin que permite ao usuário navegar pela internet sem que seus dados sejam capturados, e a noticia chegou causando alvoroço na mídia especializada.

Enquanto alguns blogs prenunciavam o fim do Analytics, e uma possível manobra arquitetada para aumentar a versão paga da ferramenta - Urchin - (que não usa Javascript e portanto não será bloqueada pelo plugin), o Google saiu em defesa própria dizendo em seu blog que está prezando pela liberdade e privacidade de seus usuários.

Vale aqui lembrar que isso não é novidade nenhuma e o copo é raso para tanta tempestade, pois a maioria dos browsers possui a função "feature", que tem exatamente a mesma finalidade do Ga-optout, sem contar com os outros plugins já existentes, como o Adbloch e o Noscript, que também evitam que o Google Analytics receba qualquer informação das páginas visitadas.

Em troca de e-mails com meu contato na Google, o Rodrigo ponderou toda essa especulação sobre o fim da ferramenta.
"...Ainda é muito cedo para considerar que isso irá afetar seus dados estatísticos..."
"...Lembre-se que atualmente nenhuma ferramenta monitora a totalidade dos dados dos usuários, simplesmente por que a web é falha em muitos aspectos. Todas as ferramentas continuarão monitorando parte dos dados dos usuários, como sempre fizeram."

Por que medir? - ou a importância de saber.

Repita a frase comigo: "Metade do dinheiro que emprego em marketing é desperdiçado e eu simplesmente não preciso saber qual metade." Essa é a última vez que você deve falar essa frase. A última vez que você vai dar um mergulho no escuro ou olhar em uma bola de cristal para tomar suas decisões.
Sabemos que tomar decisões de marketing baseadas em "sentimentos" e intuições parece natural. Tão natural que são vistas como corretas em muitas organizações. Mas hoje os recursos evoluíram de forma que as decisões não têm e não devem ser tomadas dessa forma. Estamos na era dos dados, das análises. É hora de dizer não ao que lhe parece ser mais confortável e sim aos fatos.
Não raramente ficamos surpresos quando o IBGE, por exemplo, nos mostra os dados mais analíticos do censo. Quase sempre os dados derrubam nossa percepção que era, muitas vezes, oposta à realidade. Sem medir ficamos à mercê de nossos preconceitos e modelos mentais que podem estar ultrapassados. Sem medir confiamos numa presumível intuição em coisas que são mensuráveis e quase sempre erramos.
Medir para posteriormente analisar os dados tem que se tornar um hábito. Mais que isso, uma rotina. Trabalhando com dados e medidas, você passará a ter maior domínio sobre a realidade e entender de fato onde metade do seu investimento está sendo desperdiçado para que esse dinheiro seja aplicado em ações de sucesso e não empregado em campanhas fracassadas.