sexta-feira, 8 de outubro de 2010

analytics X e-commerce

Defendo o Google Analytics como sendo a ferramenta de análise web com mais vantagens para os usuários. É incrivelmente potente e flexível, tem um design arrojado, é fácil de usar, e o melhor de tudo, é grátis.

Porém, quando o assunto é e-commerce naturalmente surgem algumas questões que devem ser cuidadosamente explicadas. Vejam o caso que aconteceu hoje aqui na agência:

Um cliente e-commerce questionava a discrepância de cerca de quarenta transações (pedidos completados) entre o analytics e a plataforma de comercio eletrônico que registra todos os pedidos e vendas.

Eu tenho por costume bater na tecla que o analytics não deve ser usado como ferramenta de auditoria de dados, e sim como indicador de tendências do negócio como um todo, mas quando estamos falando de dinheiro,  esse argumento sozinho não se sustenta. 

Faz-se necessário explicar com mais detalhes o que pode ocasionar a perda desses dados e no caso do meu cliente sugerir uma mudança que vai ajudar a diminuir esse número. 

Nesse momento é bom que fique claro que alguma discrepância sempre vai existir. Porém entendendo todo o quadro é bem possível que essa discrepância possa ser minorada.

O principal motivo da perda desses números passa pelo fato de que o analytics trabalha com JavaScript para buscar os dados do site, que tem todas as características listadas abaixo:


- Todo código dessa linguagem é Client-side, o que quer dizer que todo o processamento do código é feito no computador do cliente que está acessando a página. Isso deixa o analytics refém de práticas como a desabilitação da execução de códigos Javascript num determinado browser.
Essa é uma opção que já vem acoplada a todos os browsers atuais e fica a critério somente do usuário permitir ou não a execução desses códigos.

- JavaScript possui lógica de execução seqüencial. Executa linha após linha do código e se porventura acha algum erro, pula todas as demais encerrando a execução de todo o bloco de códigos da página.
No caso especifico do meu cliente (e o da maioria das pessoas também) posso destacar que o código usado pelo cliente no domínio usado no site ainda é o  que o Google hoje chama de Snipet antigo, e por isso muito suscetível aos erros de Javascript.

O novo código assíncrono além de aumentar a velocidade de que o código é carregado, situa-se na parte superior da página, ficando assim imune aos erros futuros da página.

- Problemas de load (carregamento) da página também são causados pelo antigo Snipet do GATC (Google Analytics Tracking Code) o que pode ocasionar perda de dados do analytics.
Maiores informações sobre esse assunto no post anterior:  http://metricasmf.blogspot.com/2010/09/google-analytics-tracking-code.html

- O Javascript é browser-dependente. Trocando em miúdos quer dizer que todo site que possua algum código Javascript deve ser testado em todos os browsers de mercado (Firefox, Explorer, Chrome, Safari, etc...) pois o que funciona sem erros para um navegador não necessariamente terá o mesmo desempenho nos demais.

Conclusão para o meu cliente e para você que está lendo esse post: Teste seu site em todos os browsers e faça a migração para o novo código assíncrono do Google e assim tire proveito do melhor da linguagem.
O Javascript é um bom aliado quando bem utilizado!

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